terça-feira, 22 de setembro de 2009

Flamingo-Comum




Nome científico: Phoenicopterus roseus


O flamingo-comum ou flamingo-rosado é uma ave da família Phoenicopteridae. Tal como os outros membros da sua família, tem a plumagem rosada, as patas longas e o bico espesso e curto. Foi recentemente separado do flamingo-americano (P. ruber).
O flamingo-comum distribui-se pelo sul da Europa (bacia do Mediterrâneo), pelo sudoeste da Ásia e pela maior parte de África.
Na Europa este flamingo possui colónias importantes em Espanha (Laguna de Fuente de Piedra) e em França (Camargue). Em Portugal a espécie não nidifica, mas pode ser vista ao longo de todo o ano. A observação de aves anilhadas mostra que uma grande parte dos flamingos que ocorrem em Portugal são oriundos das colónias europeias.

Observação: Este grupo conta com mais de 100 indivíduos, alguns foram alvo de monotorização pois encontram-se anilhados.
Ferreira do Alentejo, Setembro de 2009.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Colheireiro-comum



NOME COMUM: Colheireiro-comum
NOME CIENTÍFICO: Platalea leucorodia
É uma ave da família Threskiornithidae. Caracteriza-se pela plumagem branca e pelo bico peculiar em forma de espátula.
Esta espécie frequenta zonas húmidas, como estuários e lagoas costeiras. Tira partido da forma do bico para procurar alimento no meio da lama.
Em Portugal o colhereiro nidifica em diversos locais do centro e do sul do país. Constrói os seus ninhos em árvores, muitas vezes em associação com garças.
Esta espécie encontra-se listada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de Vulnerável.
Foram identificados 7 individuos nesta pequena albufeira.
Ferreira do Alentejo, Setembro de 2009.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um Alentejo d' Oiro

Ferreira do Alentejo, Julho de 2009

Gaivota


Nome científico: Larus cachinnans

As gaivotas são aves marinhas da família Laridae. São aves médias a grandes, tipicamente cinzentas ou brancas, muitas vezes com marcas pretas na cabeça ou asas. Têm bicos fortes e compridos e patas com membranas. As espécies de maiores dimensões levam até quatro anos a atingirem a plumagem completa de adulto, mas as espécies menores normalmente apenas dois anos.
As gaivotas são espécies tipicamente costeiras ou de interior, e raramente se aventuram em mar alto. São aves predadoras e necrófagas, que se alimentam de praticamente tudo o que encontram. Vivem em grandes bandos, geralmente ao longo da costa, nas praias, falésias, portos e localidades litorais. Nidificam em colónias nas saliências das falésias junto ao mar.
Sines, Maio de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Girassol


Seu nome científico: Helianthus annus

A palavra Helianthus significa "flor do sol". Do girassol tudo é aproveitado - desde as sementes, até as flores e os ramos.
Planta originária da América do Norte e América Central, cultivada pelos povos indigenas para a alimentação, tendo sido domesticada por volta do ano 1000 a. C.
Francisco Pizarro encontrou objectos incas e imagens moldadas em ouro, referenciando o girassol como o deus do Sol. E por aí se diz que:
O girassol é uma flor simbólica que significa fama, sucesso, sorte e felicidade.
Na Hungria, acredita-se que a semente do girassol cura infertilidade, e sementes colocadas na beira da janela, em uma casa onde exista uma mulher grávida, o filho será homem.
Na Espanha, para se ter sorte são necessários onze girassóis.

A flor pode ser considerado a planta-símbolo do Novo Milênio.
Ferreira do Alentejo, Julho de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

Trepadeira-azul



Nome comum: Trepadeira-azul
Nome Científico: Sitta europea
É uma ave muito social, com excepção do período de reprodução. É extremamente ágil e escala as árvores com toda a facilidade. Pode ser observada com frequência a descer pelo tronco da árvore de cabeça para baixo.
Santiago do Cacém, Julho de 2009.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Serapias parviflora Parl.

Pormenor

Vista geral
Ferreira do Alentejo, Abril de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pintassilgo






Nome comum: Pintassilgo


Nome científico: Carduelis carduelis


É uma pequena ave fringilídea, comum em toda a Europa, mais abundante nas zonas central e meridional. É uma residente habitual nas zonas temperadas, mas as populações de latitudes mais altas migram para sul durante o inverno.
São aves de pequeno porte, com tamanho aproximado de 13 cm, com cerca de 20 g, normalmente encontradas em bandos de até 40 indivíduos, fora da estação reprodutora. Na época do acasalamento, os pintassilgos separam-se por pares voltando a se unir após a vinda dos filhotes.
Os pintassilgos nidificam em terrenos abertos e bordas de bosques, em parques e jardins, entre Abril e Maio, pondo 4 a 6 ovos azuis com manchas pretas, que eclodem ao fim de 11 a 14 dias. Faz duas posturas e a incubação é feita pela fêmea.
Alimenta-se basicamente de grãos silvestres. Gosta especialmente de sementes de cardos, o que deu origem ao nome do género. No outono e inverno é avistado frequentemente em prados com muitos cardos. Porém, durante a alimentação das crias, procura também insectos.
Ecopista, Montemor-o-Novo, Fevereiro de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

Mocho Galego



Nome cientifico: Athene noctua
Possui cerca de 21 a 23 cm de comprimento, o seu corpo é rechonchudo e a cabeça larga com coroa chata e pernas compridas. A parte superior é castanha escura com manchas claras e a parte inferior é esbranquiçada com manchas escuras e uma cauda curta e quadrada. O bico é curto, cinzento e enganchado. Pode utilizar como posto de vigia os ramos das árvores, ou postes de cercas. O seu voo é ondulante, chegando a peneirar.
É uma espécie residente em Portugal, observada em terrenos abertos e rochosos e perto de povoações. Alimenta-se de insectos, pequenos mamíferos e pequenas aves.
A sua época de reprodução é na Primavera, realizando uma ou duas posturas. Nidifica em buracos de árvores, rochas ou edifícios. A ninhada é composta por 3 a 5 ovos, cuja incubação dura cerca de 30 dias, e as suas crias dão os primeiros voos ao fim de 4 a 5 semanas.
Ferreira do Alentejo, Maio 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sisão


Nome científico: Tetrax Tetrax
Ave de médio porte, incluída no grupo de aves denominadas por estepárias. Nidificam no solo e os pintos nascem já com a capacidade de seguirem os progenitores. Durante o acasalamento os machos adquirem uma plumagem negra e branca que usam para atrair as fêmeas e expulsar os machos rivais.
Vivem em meios agrícolas abertos, sem arbustos e com árvores escassas ou ausentes. É mais abundante na planície alentejana, onde pode ser observada em áreas abertas. São principalmente herbívoros, consumindo folhas tenras, rebentos, flores e algumas sementes. Numa primeira fase alimentam-se de insectos e outros invertebrados, passando, com o crescimento, gradualmente para uma alimentação vegetal.
Encontra-se ameaçado devido à alteração do uso do solo e das práticas agrícolas. Se isto não for alterado corre o risco de extinsão.
Ferreira do Alentejo, Março de 2009.


domingo, 3 de maio de 2009

Rela-meridional

Nome científico: Hyla meridionalis
É uma espécie de rã da família Hylidae. É semelhante à rã-arborícola-europeia, mas maior (algumas fêmeas podem atingir 65 mm), tem membros posteriores mais compridos, e uma risca lateral que chega apenas até aos membros anteriores (muitas vezes começando nos olhos, e não nas narinas). O coachar é parecido com o da rã-arborícola-europeia, mas é mais grave e lento.
Esta espécie distribui-se pelo Sul de França, Sul de Portugal e Espanha (da Catalunha até à Andaluzia) e também em Menorca e na Madeira.
Ferreira do Alentejo, Março 2009

Cobra-de-Escada



Nome científico: Elaphe scalaris
Quando jovem tem linhas transversais escuras ao longo do dorso, depois de algum tempo começam a aparecer também 2 linhas longitudinais paralelas de cor escura ao longo de todo o dorso (daí o nome "cobra-de-escada" pois parecem formar uma escada), finalmente, quando é adulta fica apenas com as linhas paralelas de cor escura ao longo do corpo.
Uma cobra-de-escada é uma das espécies mais agressivas do nosso país, mas só morde para se defender e felizmente esta espécie não é venenosa. Alimenta-se sobretudo de lagartixas, aves e ratos. Tem actividade diurna e nocturna, rasteja no solo e trepa sobre os arbustos e rochas. De noite e com mau tempo esconde-se em abrigos ou nos buracos de árvores. Vive em zonas ensolaradas e secas. A fêmea põe cerca de dez ovos alongados. Distribui-se principalmente pela Península Ibérica e ilhas Menorca.Ferreira do Alentejo, Março de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Picanço Barreteiro



Nome científico: Lanius senator
É uma espécie migradora, na Europa chega na Primavera, principalmente a zonas de clima mediterrânicos.
Em Portugal encontra-se principalmente no interior.
Segundo o site do SPEA, que a elegeu como ave do ano, tem o estatuto de quase ameaçada.
Ferreira do Alentejo, Abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Cágado-mediterrânico



Nome comum: Cágado-mediterrânico
Nome científico: Mauremys leprosa

Esta espécie de cágado pode ser encontrada na Europa e no Norte de África, nomeadamente em Portugal, Espanha, Sul de França, Nigéria, Senegal, Benim, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.Em Portugal pode ainda ser encontrado em vários locais, com especial incidência no Alentejo.
Esta espécie, de grande resistência, vive nos rios e barragens, comendo pequenos insectos, peixes e carne de animais mortos que eventualmente encontre. Quando em cativeiro, come carne picada e peixe, bem como a vulgar comida de tartaruga disponível nas lojas da especialidade e supermercados.
Um cágado pode atingir os 25 cm (diâmetro da carapaça) e viver cerca de 70 anos.
Rio Almansor, Montemor-o-Novo, Fevereiro de 2009

Orchis Colina



Nome científico: Orchis Colina
Orquidea rara, em Portugal apenas localizada por estas paragens.
Serra da Adiça, concelho de Moura, Março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

Cotovia de Poupa

Nome comum: Cotovia de Poupa
Nome científico: Galerida cristata
É uma espécie que se encontra bem distribuída por toda a Europa. Tem um bico castanho claro, comprido e encurvado e uma cauda curta arruivada na parte exterior. A parte superior do corpo é malhada de castanho e castanho amarelado, sendo o peito e o abdómen mais claros. Chega a medir 17 cm de comprimento, e voa sozinha ou em grupos que não ultrapassam os 10 indivíduos. Alimenta-se de sementes e insectos e nidifica entre Abril e Junho numa cova no chão. Põe entre 3 a 5 ovos de cor branco sujo com manchas castanho avermelhadas, que são incubados pela fêmea durante 12/13 dias.
Ferreira do Alentejo, Março de 2009