sábado, 4 de julho de 2009

Mocho Galego



Nome cientifico: Athene noctua
Possui cerca de 21 a 23 cm de comprimento, o seu corpo é rechonchudo e a cabeça larga com coroa chata e pernas compridas. A parte superior é castanha escura com manchas claras e a parte inferior é esbranquiçada com manchas escuras e uma cauda curta e quadrada. O bico é curto, cinzento e enganchado. Pode utilizar como posto de vigia os ramos das árvores, ou postes de cercas. O seu voo é ondulante, chegando a peneirar.
É uma espécie residente em Portugal, observada em terrenos abertos e rochosos e perto de povoações. Alimenta-se de insectos, pequenos mamíferos e pequenas aves.
A sua época de reprodução é na Primavera, realizando uma ou duas posturas. Nidifica em buracos de árvores, rochas ou edifícios. A ninhada é composta por 3 a 5 ovos, cuja incubação dura cerca de 30 dias, e as suas crias dão os primeiros voos ao fim de 4 a 5 semanas.
Ferreira do Alentejo, Maio 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sisão


Nome científico: Tetrax Tetrax
Ave de médio porte, incluída no grupo de aves denominadas por estepárias. Nidificam no solo e os pintos nascem já com a capacidade de seguirem os progenitores. Durante o acasalamento os machos adquirem uma plumagem negra e branca que usam para atrair as fêmeas e expulsar os machos rivais.
Vivem em meios agrícolas abertos, sem arbustos e com árvores escassas ou ausentes. É mais abundante na planície alentejana, onde pode ser observada em áreas abertas. São principalmente herbívoros, consumindo folhas tenras, rebentos, flores e algumas sementes. Numa primeira fase alimentam-se de insectos e outros invertebrados, passando, com o crescimento, gradualmente para uma alimentação vegetal.
Encontra-se ameaçado devido à alteração do uso do solo e das práticas agrícolas. Se isto não for alterado corre o risco de extinsão.
Ferreira do Alentejo, Março de 2009.


domingo, 3 de maio de 2009

Rela-meridional

Nome científico: Hyla meridionalis
É uma espécie de rã da família Hylidae. É semelhante à rã-arborícola-europeia, mas maior (algumas fêmeas podem atingir 65 mm), tem membros posteriores mais compridos, e uma risca lateral que chega apenas até aos membros anteriores (muitas vezes começando nos olhos, e não nas narinas). O coachar é parecido com o da rã-arborícola-europeia, mas é mais grave e lento.
Esta espécie distribui-se pelo Sul de França, Sul de Portugal e Espanha (da Catalunha até à Andaluzia) e também em Menorca e na Madeira.
Ferreira do Alentejo, Março 2009

Cobra-de-Escada



Nome científico: Elaphe scalaris
Quando jovem tem linhas transversais escuras ao longo do dorso, depois de algum tempo começam a aparecer também 2 linhas longitudinais paralelas de cor escura ao longo de todo o dorso (daí o nome "cobra-de-escada" pois parecem formar uma escada), finalmente, quando é adulta fica apenas com as linhas paralelas de cor escura ao longo do corpo.
Uma cobra-de-escada é uma das espécies mais agressivas do nosso país, mas só morde para se defender e felizmente esta espécie não é venenosa. Alimenta-se sobretudo de lagartixas, aves e ratos. Tem actividade diurna e nocturna, rasteja no solo e trepa sobre os arbustos e rochas. De noite e com mau tempo esconde-se em abrigos ou nos buracos de árvores. Vive em zonas ensolaradas e secas. A fêmea põe cerca de dez ovos alongados. Distribui-se principalmente pela Península Ibérica e ilhas Menorca.Ferreira do Alentejo, Março de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Picanço Barreteiro



Nome científico: Lanius senator
É uma espécie migradora, na Europa chega na Primavera, principalmente a zonas de clima mediterrânicos.
Em Portugal encontra-se principalmente no interior.
Segundo o site do SPEA, que a elegeu como ave do ano, tem o estatuto de quase ameaçada.
Ferreira do Alentejo, Abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

Cágado-mediterrânico



Nome comum: Cágado-mediterrânico
Nome científico: Mauremys leprosa

Esta espécie de cágado pode ser encontrada na Europa e no Norte de África, nomeadamente em Portugal, Espanha, Sul de França, Nigéria, Senegal, Benim, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.Em Portugal pode ainda ser encontrado em vários locais, com especial incidência no Alentejo.
Esta espécie, de grande resistência, vive nos rios e barragens, comendo pequenos insectos, peixes e carne de animais mortos que eventualmente encontre. Quando em cativeiro, come carne picada e peixe, bem como a vulgar comida de tartaruga disponível nas lojas da especialidade e supermercados.
Um cágado pode atingir os 25 cm (diâmetro da carapaça) e viver cerca de 70 anos.
Rio Almansor, Montemor-o-Novo, Fevereiro de 2009

Orchis Colina



Nome científico: Orchis Colina
Orquidea rara, em Portugal apenas localizada por estas paragens.
Serra da Adiça, concelho de Moura, Março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

Cotovia de Poupa

Nome comum: Cotovia de Poupa
Nome científico: Galerida cristata
É uma espécie que se encontra bem distribuída por toda a Europa. Tem um bico castanho claro, comprido e encurvado e uma cauda curta arruivada na parte exterior. A parte superior do corpo é malhada de castanho e castanho amarelado, sendo o peito e o abdómen mais claros. Chega a medir 17 cm de comprimento, e voa sozinha ou em grupos que não ultrapassam os 10 indivíduos. Alimenta-se de sementes e insectos e nidifica entre Abril e Junho numa cova no chão. Põe entre 3 a 5 ovos de cor branco sujo com manchas castanho avermelhadas, que são incubados pela fêmea durante 12/13 dias.
Ferreira do Alentejo, Março de 2009

Ophrys Tenthredinifera


Esta planta muito colorida é uma orquidea silvestre. Pode ser encontrada em locais soalheiros ou com sombra, em solos alcalinos e ligeiramente ácidos. Já foi localizada na Beira Litoral, na Estremadura, no Ribatejo, no Alentejo e no Algarve.

Ferreira do Alentejo, Março 2009


sábado, 21 de março de 2009

Poupa


Nome comum: Poupa, boubela, poupão, poupa-pão e poupinha
Nome científico: Upupa sp
A distribuição geográfica das poupas é vasta e inclui toda a Europa, zonas tropicais da Ásia, África (excepto zonas desérticas) e Madagáscar. Em Portugal, a poupa pode ser observada em todo o território continental e no arquipélago da Madeira. Sabe-se que algumas populações são nómadas, mas o seu estatuto de ave residente ou migratória é ainda indefinido.
Ferreira do Alentejo, Janeiro de 2009

Peneireiro-cinzento


Nome comum: Peneireiro-cinzento
Nome científico: Elanus caeruleus
Habita espaços abertos e semi-desérticos, especialmente na Africa sub-saariana e Ásia tropical, mas aparece com regularidade na Europa e em especial na Península Ibérica. Faz o ninho em árvores.
Caça pequenos mamíferos, aves e insectos.
Ferreira do Alentejo, Janeiro de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um Alentejo Verde


Ferreira do Alentejo, Fevereiro 2009

Margarida


Margarida é o nome popular de uma grande variedade de plantas. Não existe grande concordância entre os autores quanto à utilização deste nome, que se apresenta com muitas variantes. Há mesmo aqueles que designam de "margarida" qualquer planta da família das compostas, além disso, esta designação é por vezes apresentada como sinónimo de bem-me-quer, mal-me-quer, bonina, etc, que, por sua vez, são também nomes utilizadas para espécies diversas que nem sempre coincidem.
Ferreira do Alentejo, Fevereiro 2009

Joaninha

Nome comum: Joaninha
Nome cientifico: coccinella septempunctata
Joaninha é o nome popular do insecto da família Coccinellidae que possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa.
As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas da fruta e outros tipos de insectos, que causam estragos às colheitas e plantações, pelo que as joaninhas são consideradas benéficas para os agricultores. No século XIX as joaninhas salvaram a produção de laranjas da Califórnia ao comer os insectos que destroem a fruta.
Existe o mito de que as joaninhas trazem sorte e quando se encontra uma joaninha existe o hábito popular de a segurar nos dedos e dizer: “Joaninha Voa Voa vai ter com o teu pai que está em Lisboa...”, com o significado de levar boas novas. A versão inglesa diz:
"Joaninha vai-te embora
Tens a casa a arder
E os teus filhos a morrer"
e refere-se à antiga prática de queimar as hastes do lúpulo após as colheitas, hastes essas que serviam de casa a milhões de joaninhas.
A joaninha também é conhecida por boas-novas ou em brasileiro por vaquinha.
Em inglês, chamam-se ladybirds (Dona Ave), ladybugs (Dona Insecto), ladycows (Dona Vaca), e beetles of Our Lady (escaravelhos da Nossa Senhora) devido à crença de que foram dedicadas à Virgem Maria.
Ferreira do Alentejo, Fevereiro 2009

Andorinha das Chaminés


Nome comum: Andorinha das Chaminés
Nome científico: Hirundo rustica
Habitat: Esta espécie nidifica no Paleárctico Ocidental, desde o Subárctico, passando por áreas de clima boreal, temperado e mediterrânico, tanto em zonas continentais, como oceânicas, estando apenas ausente do Árctico e do deserto. Os habitats de alimentação preferidos são as pastagens, prados e zonas húmidas, onde abundam os insectos essenciais à sobrevivência destas aves. Em relação à nidificação, nomeadamente ao local de construção de ninhos, trata-se de uma espécie maioritariamente dependente da presença de construções humanas. A existência de uma área que constitua uma fonte de lama é imprescindível para a construção dos ninhos.
Sejam bem vindas...
Ferreira do Alentejo, Fevereiro de 2009

bicho-de-conta



Nome comum: bicho-de-conta
Nome cientifico: Armadillidium vulgare

 

São pequenos animais de corpo comprido, normalmente de coloração acizentada ou rosada, que vivem em locais húmidos, debaixo das pedras ou dos detritos vegetais de que se alimentam.
Constituem o maior grupo de crustáceos verdadeiramente terrestres e possuem a capacidade de se enrolarem como uma bola, quando se sentem ameaçados e para a redução da perda de água por evaporação, pois respiram por brânquias.
Ferreira do Alentejo, Fevereiro 2009